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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Exposição Einstein

(De 24 de Setembro a 14 de Dezembro de 2008 acontece no Parque do Ibirapuera a exposição Einstein (http://www.einsteinbrasil.com.br/), mais uma parceria do Instituto Sangari com o Museu de História Natural de Nova York. A exposição tem uma Programação Especial que consiste num ciclo de palestras e debates.)


O tempo vivido e o tempo da sala de aula
Palestras do dia 1º. de novembro exploram as
idéias de Einstein na Filosofia e na Educação




A revista Pesquisa FAPESP e o Instituto Sangari organizam uma série de palestras e debates complementares à exposição Einstein, que segue até o dia 14 de dezembro no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Em linguagem simples, acessível a um público amplo, físicos e especialistas de outras áreas – cinema, sociologia, filosofia, neurologia e história da ciência, entre outras – vão falar sobre as idéias de Albert Einstein e suas implicações em outros campos, nas tardes de sábado (15h) e nas manhãs de domingo (11h), no auditório que integra a exposição. Entrada gratuita.

Nos sábados, as mesas-redondas exploram o tema O tempo em dois tempos. Nelas, um físico e um pesquisador das ciências humanas falam e conversam sobre a noção do tempo e do espaço em suas respectivas especialidades. Aos domingos, na série Muito além da relatividade, físicos e escritores especializados em física do Brasil e do exterior abordam aspectos pouco conhecidos sobre a vida, o contexto histórico ou a obra de Einstein. No próximo domingo, dia 2, por causa do feriado, não haverá palestras.


Sábado, 1º. de novembro, 15h
"De Galileu a Einstein: do tempo da física ao tempo vivido", Pablo Rubén Mariconda, filósofo e professor da USP
Mariconda mostrará as ligações de Galileu Galilei e Albert Einstein em torno de três aspectos: a questão do tempo físico e da organização espaço-temporal dos eventos naturais; a idéia de relatividade e a caracterização físico-matemática do movimento; a finitude do movimento da luz e a infinitude do Universo. Essas três características no pensamento de Galileu convergem para a concepção relativista de Einstein. Mariconda falará também sobre a aceleração do tempo cultural e suas relações com o tempo da física e com o tempo psicológico (ou vivido).

“É possível produzir um Einstein? Algumas reflexões sobre Einstein e a Educação”, Antônio Augusto Videira, filósofo, pesquisador do CBPF e professor da UERJ
Videira discutirá as idéias de Einstein sobre educação de jovens e crianças – muitas delas opostas ao pensamento dominante – e as possibilidades de educação e formação dos físicos atualmente. Ao longo da apresentação, ele antecipa, “procurarei refletir sobre a seguinte pergunta: poderiam as idéias de Einstein ser aplicadas com sucesso em nosso tempo?”


Pavilhão Armando de Arruda Pereira – antigo prédio da PRODAM
Parque do Ibirapuera – Portão 10
Av. Pedro Alvares Cabral, s/nº

Mais informações:
http://www.revistapesquisa.fapesp.br/
http://www.einsteinbrasil.com.br/ - inscrições





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Exposição Einstein - Instituto Sangari

O público tem acesso a detalhes da vida pessoal do maior cientista do século 20 e compreende o impacto de suas descobertas. Tudo é revelado por meio de objetos e documentos raros, além de instalações interativas com tecnologia de ponta e obras de arte.

São Paulo, outubro de 2008 - Teoria da Relatividade, movimento browniano, distorção do espaço-tempo. Conceitos difíceis de serem compreendidos por quem não é especialista em física, mas que agora estão acessíveis a crianças, jovens e adultos visitantes da exposição “Einstein”, inaugurada no dia 24 de setembro em São Paulo. Isso é possível graças a uma série de instalações interativas desenvolvidas pela equipe brasileira do Instituto Sangari, responsável pela realização da mostra sobre o maior cientista do século 20. A exposição pode ser vista até 14 de dezembro na antiga sede da Prodam, no Parque do Ibirapuera, e depois segue itinerante para outras cidades. O Brasil é o primeiro país do Hemisfério Sul a receber a exposição.

VERSÃO BRASILEIRA
Boa parte das atrações de “Einstein” não existia na versão original do American Museum of Natural History (AMNH), um dos mais importantes do mundo, localizado em Nova York. No exterior, cerca de 2 milhões de pessoas viram a mostra concebida pelo AMNH - juntamente com a The Hebrew University of Jerusalem e o Skirball Cultural Center, de Los Angeles - porém sem as novidades brasileiras que receberam elogios do museu americano: “Estou impressionado com a qualidade do que vi. A exposição aqui está muito mais bonita e rica do que a primeira versão vista em onze cidades do mundo”, afirmou durante a inauguração Alfredo Espinosa, Diretor Sênior de Desenvolvimento de Projetos Internacionais do AMNH.
Com o trabalho do Instituto Sangari, “Einstein” ficou cerca de 6 vezes maior, com mais duas seções: Átomos e Einstein no Brasil. Por meio de uma parceria com o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) o visitante tem acesso a registros da viagem de Einstein ao Rio de Janeiro, em 1925, como trechos de seu diário pessoal. O Brasil teve forte impacto na vida do cientista: foi na cidade de Sobral (CE), em 1919, que um eclipse solar confirmou o que previa a Teoria da Relatividade Geral.

INTERATIVOS
Ao longo dos 4 mil m2 de exposição, o público é, aos poucos, mergulhado em temas de natureza densa. E nem percebe. É que uma série de recursos tecnológicos e visuais torna a visita instigante e até divertida. Tudo foi pensado para provocar no observador o desejo de entender mais sobre assuntos como velocidade da luz e noções como as de tempo e movimento. Questões presentes no nosso dia a dia e que foram desvendadas por Einstein, dando origem a inovações como o aparelho GPS e o laser.
“Nosso objetivo é disseminar o conhecimento científico, mas sem a pretensão de transmitir um vasto conteúdo sobre física, como aconteceria numa sala de aula. Uma exposição é diferente da educação formal, seu papel é muito mais o de despertar a vontade em quem a visita de buscar mais informações ao sair dali”, explica Bianca Rinzler, Diretora-Executiva do Instituto Sangari.
Entre os atrativos preparados pelo Instituto Sangari para a mostra no Brasil, e que estão distribuídos pelas 10 seções da exposição, estão um cinema 3D - que simula uma viagem pelo espaço até quase atingir a velocidade da luz - e uma tela na qual o visitante pode tocar e criar buracos negros que engolem corpos celestes. Chama a atenção ainda uma teia de feixes de luz atravessados em um corredor. O desafio do público é cruzar o lugar sem acionar alarmes, bem ao estilo filme de ação. Uma harpa, também feita de feixes de luz, emite sons quando o visitante toca suas “cordas musicais”. E por aí vai.

O HOMEM E O LEGADO
A exposição tem dois objetivos: apresentar o legado do gênio para a humanidade, com suas teorias que revolucionaram a compreensão do Universo, e revelar quem foi o homem por trás da Ciência. Se por um lado Einstein se entregava obsessivamente aos estudos relacionados a átomos, tempo, espaço, energia e luz, por outro gostava de velejar e ouvir música. Era concentrado tanto em física quanto em mulheres, e seus casos amorosos não escapam aos olhos do visitante da exposição. Assim como a sábia decisão de Einstein de usar a própria fama para falar de paz ao mundo. Ou ainda o hábito que cultivava de responder centenas de cartas que recebia de crianças com perguntas inusitadas. Einstein se dava a esse trabalho por considerar fundamental estimular a curiosidade infantil.

PROGRAMA EDUCATIVO
E por falar em crianças, o Instituto Sangari desenvolveu um forte programa educativo para a exposição. Escolas e grupos podem agendar visitas para terem a monitoria de educadores especializados. O percurso inclui atividades no “Laboratório do Aprendizado” e todos os participantes recebem materiais educacionais.

ARTE
Um relógio do cientista é um dos objetos raros expostos ao lado de documentos, manuscritos científicos e cartas. Para completar, onze renomados artistas brasileiros foram convidados a criar obras sobre o conteúdo da exposição. O resultado inclui desde um boneco do carnaval de Olinda com o rosto de Einstein até um painel de mais de 5m X 3m com a imagem grafitada do cientista. Há ainda um retrato de Einstein feito por Portinari. A trilha sonora inédita do maestro Silvio Barbato ajuda a criar um clima envolvente durante a passagem pelas seções desta que é a mais completa exposição já realizada sobre Einstein. Imperdível.

SERVIÇO:
Data - 24/09 a 14/12
Local - Pavilhão Engenheiro Armando de Arruda Pereira
Parque do Ibirapuera, portão 10 – próximo ao Planetário
Horários - De terça a sexta: das 09h às 21h. Sábados, domingos e feriados: das 10h às 21h. A bilheteria fecha às 20h.
Ingressos - R$15,00 (inteira) e R$ 7,00 (estudantes e professores). Visitas monitoradas: R$ 10,00 por aluno (grátis para o professor acompanhante) – Somente com agendamento prévio. Gratuito para menores de 7 anos, maiores de 60 e grupos de escolas públicas previamente agendados.
Agendamento para grupos:
Tel: 0300 789 0002 ou (11) 3468 7400 - de segunda a sexta: das 08h às 18h
O Instituto Sangari
Fundado em 2003 pelo físico e empresário Ben Sangari, o Instituto Sangari, com sede em São Paulo, desenvolve e apóia projetos com o objetivo de disseminar a cultura e o conhecimento científico. Por meio de uma parceria com o American Museum of Natural History (AMNH), já trouxe ao Brasil exposições inéditas como “Darwin” e “Revolução Genômica”. O acordo credencia o Instituto Sangari a representar o AMNH na América do Sul e, inclusive, contribuir com o conteúdo das exposições. Nos quase 140 anos de história do AMNH, essa é a primeira parceria desse tipo com uma instituição que não é um museu.
O Instituto Sangari também atua em projetos com outras instituições importantes, como: UNICAMP, UNESCO, RITLA (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana), Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA) e Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial.
Mais informações: http://www.institutosangari.org.br/
Informações à Imprensa – Hill & Knowlton Brasil
Flavia Castro – Assessora de Contas
Tel.: +55 (11) 5503 2872
fcastro@hillandknowlton.com
Mariana Paker – Coordenadora de Contas
Tel.: +55 (11) 5503 2878
mpaker@hillandknowlton.com

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Exposição Einstein - Palestras da programação cultural

Segue abaixo a lista provisória, que ainda pode sofrer alterações, das atividades culturais:

Sábado, 11/10, 15h
"O Difícil Legado de Einstein", com Carlos Escobar, físico e professor da Unicamp
"Mudando o modo de ver o mundo: indivíduos e ‘Zeitkontext’ ou como o movimento Browniano modificou o modo de fazer ciência", com Peter Schulz, físico e professor da Unicamp
Mediador: Marcelo Leite, jornalista e colunista da Folha de S.Paulo

Domingo, 12/10, 11h
“Einstein Inventor” - Nelson Studart, físico e professor da UFSCar

Sábado, 18/10, 15h
"Espaço, tempo e éter na teoria da relatividade" - Roberto Martins, físico e professor da Unicamp

Domingo, 19/10, 11h
"A preparação de Einstein para o seu ano miraculoso" - Carlos Alberto Santos, físico e professor da UFRGS

Sábado, 25/10, 15h
"O tempo nas sociedades humanas" - Mauro Almeida, antropólogo e professor da Unicamp
"O dossiê Einstein no FBI: a documentação de sua luta pelos direitos civis" - Olival Freire, historiador da ciência e professor da UFBa

Sábado, 01/11, 15h
"De Galileu a Einstein: do tempo da física ao tempo vivido" - Pablo Mariconda, filósofo e professor da USP
"É possível produzir um Einstein? Algumas reflexões sobre Einstein e a Educação" - Antônio Augusto Videira, professor da UERJ

Sábado, 08/11, 15h
"As contribuições e críticas de Einstein à física quântica" - Silvio Chibeni, físico e professor de filosofia da Unicamp
"O tempo no teatro" - Sérgio de Carvalho, diretor teatral e professor da USP

Domingo, 09/11, 11h
"Um cientista nos trópicos: a viagem de Einstein à América do Sul" - Alfredo Tomalsquim, fisico e diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) do Rio de Janeiro

Sábado, 15/11, 15h
"O tempo e a memória" - Martín Cammarota, biólogo e professor da PUC-RS
"Impactos da obra de Einstein no campo da Física Médica" - Roberto Covolan, físico e professor da Unicamp

Domingo, 16/11, 11h
"O Mistério do Universo em Aceleração" - Gary Steigman, professor da Ohio State University, Estados Unidos

Sábado, 22/11, 15h
"Piaget, Einstein e a noção de tempo na criança" - Lino de Macedo, professor da Faculdade de Educação da USP,
"Movimento browniano, Caos e fractais" - Carmem Prado, física e professora da USP

Domingo, 23/11, 11h
"Buracos Negros: rompendo os limites da ficção" - George Matsas, físico e professor da Unesp

Sábado, 29/11, 15h
"Albert Einstein e Mario Schenberg nas fronteiras da ciência no século XX" - José Luiz Goldfarb, físico, historiador da ciência e professor da PUC-SP
"O tempo na História" - Edgar de Decca, professor da Unicamp

Domingo, 30/11, 11h
"Como Einstein e Picasso inventaram o século XX" - Arthur Miller, professor Emérito de história e filosofia da ciência do University College, Londres, autor de Einstein, Picasso: Space, Time, and the Beauty That Causes Havoc

Sábado, 06/12, 15h
"Quando Einstein falhou: a luta contra os moinhos de vento quânticos" - Yuri Castelfranchi, físico e pesquisador da Unicamp
"Os gostos e desgostos de Einstein" - Cássio Leite Vieira, físico e jornalista (RJ), autor de Einstein, o reformulador do Universo

Domingo, 07/12, 11h
"Einsten e a matéria" - Luiz Davidovich, físico e professor da UFRJ

Sábado, 13/12, 15h
"O tempo no cinema" - Rubens Machado Jr., professor da USP

Domingo, 14/12, 11h
"O discreto charme das partículas elementares" (com sessão comentada do filme homônimo) - Maria Cristina Abdalla, física e professora da Unesp
"Einstein, o cientista e o filósofo" - Michel Paty, diretor de pesquisa emérito no Centre National de la Recherche Scientifique, França, e autor de A filosofia de Einstein

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terça-feira, 21 de outubro de 2008




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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Por que a água da pia sempre escorre pelo sentido horário?

Por Diego Galeano e Maísa Caldas ( http://curiofisica.blogspot.com/ )

Essa é um das clássicas perguntas que percorre o mundo da física clássica. Em um dos episódios do desenho animado “The Simpson” Bart e Lisa resolvem disputar uma corrida entre um tubo de pasta de dente e um vidro de xampu, apostando qual dos dois vai afundar primeiro no redemoinho formado pela água ao escoar pela pia. Bart perde a aposta e questiona que se a água escoasse pelo outro lado ele ganharia, Lisa explica que isso é impossível, a água nunca gira para o mesmo sentido, devido a Força de Coriolis.Desculpe decepciona-lo meu amigo leitor, mas infelizmente nossa cara Lisa, que representa a voz da ciência em “The Simpson”, estava errada, assim como os nossos professores do ensino médio. Essa tal Força de Coriolis existe, e é aplicada a sistemas que estão em rotação, que é o caso da terra. Porém, essa força, é diretamente proporcional a massa, a velocidade e a rotação. A mentira de tal afirmação se da pelo fato de que, fazendo os cálculos, a força resultante dessa situação é extremamente baixa, aproximadamente igual ao peso de um grão de areia, logo concluímos que se jogarmos um grão de areia na pia seria o suficiente para alterar todo o sistema. Faça o teste você mesmo na pia ou no vaso sanitário de sua casa.Então quer dizer que esse negocio doido de coriolis não existe? Não, a Força de Coriolis realmente existe, mas é aplicada somente a sistemas onde temos grandes massas e/ou grandes velocidades. Em redemoinhos formados em grandes rios e mares, eles estarão sempre no sentido horário se estiver abaixo da linha do equador (hemisfério sul) e no sentido anti-horário se estiver acima da linha do equador (hemisfério norte), assim como furacões e ciclones (veja a foto ao lado, clique para amplia-la). Se uma pessoa aqui no centro oeste do Brasil, por exemplo, der um tiro de uma arma e a bala percorrer aproximadamente 500m/s (1800km/h) a mesma sofrera um pequeno desvio para o lado direito pois ela tendera a fazer uma circunferência no sentido horário.

Para aqueles que gostam de cálculos.

Equação de Coriolis: Fc = 2 x M x V x W

M = massa

V = velocidade

W = velocidade angular ou velocidade de rotação

Velocidade angular da Terra: 1 volta por dia = 7 x 10-5 rd/seg;

Velocidade da água na pia: menos de 1m/s;


Massa da água na pia: depende do volume da pia, mas aproximadamente 1kg.


Diego Galeano
Maísa Caldas



Fontes: Eciclopedia Barsa;
"Biblioteca da Escola em casa", editora DCL;
Prof. Marcos - UFMT;
http://www.seara.ufc.br.tintim/f%C3%ADsica;
http://www.defesacivil.rs.gov.br/meteorologia/ (imagem).

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sábado, 11 de outubro de 2008

Sol da meia-noite é a designação comum para o fenômeno que ocorre nas latitudes acima de 66º 33’ 39" N ou S, ou seja, para além do círculo polar ártico ou do círculo polar antártico, quando o Sol não se põe durante pelo menos 95 horas seguidas. Em latitudes superiores a 80 graus, o Sol não se põe por mais de setenta dias sem o verão, ou seja, não há noites durante mais de dois meses.




Causas astronômicas e atmosféricas

O eixo de rotação da Terra tem uma inclinação média de climas diferentes e bem distintos um do outro , em media 98º 698’100" ou seja 98º e 4/12,000 em relação ao plano da sua antartida em torno do Sol corresponde a distância do circulo ártico ao pólo, a denominada tontisse .eclítica , isto é, o círculo máximo que resulta da intersecção do plano da órbita aparente solar com a esfera celeste. Dado que a Terra, resultante da sua rotação devido ao efeito giroscópio mantém o seu eixo (se descontarmos as oscilações de longo período do próprio eixo de rotação) no correr de um ano a mesma posição inclinada 23,4º em relação as estrelas de fundo o que faz com que a projeção dos raios do sol deslocar-se anualmente para norte e sul do Equador, dando origem às Estações do ano.
No processo atrás descrito, quando a posição aparente do Sol é tal que o somatório da sua declinação (δ), isto é o arco do meridiano do astro compreendido entre o equador e o centro do disco solar, com a latitude do lugar é igual ou superior a 90º, o Sol nunca desce abaixo do horizonte do lugar, descrevendo uma trajetória no céu que tem o seu ponto mais elevado sobre o meridiano do lugar e o mais baixo do lado oposto (isto é na posição em que faz um ângulo de 180º com esse meridiano). Ora como a declinação máxima do sol corresponde à sua posição sobre cada um dos trópicos (a 23º 27’ N ou S, consoante seja o Trópico de Câncer ou o Trópico de Capricórnio, respectivamente), tal significa que:
Determinantes astronômicas do período de sol da meia-noite.Nos dias equinociais, isto é, quando a declinação do Sol é 0º (δ = 0º), o dia e a noite são iguais em todo o planeta, já que a soma da declinação com a latitude apenas atinge 90º sobre o ponto exato do pólo.

Quando o Sol inicia a sua subida em direção ao Trópico respectivo (Câncer ou Capricórnio consoante estejamos a referir o Verão do hemisfério norte ou do hemisfério sul), isto é, se aproxima do solstício respectivo, vai crescendo a partir do pólo em direção ao equador a calote em que o sol nunca se põe, isto é, onde o sol da meia-noite é visível: essa calote corresponde sempre à zona cuja latitude é igual ou superior a (90º - δ), sendo esta a declinação do Sol naquele dia.

Quando o Sol atinge o trópico, isto é a declinação atinge os 23º 27’, a diferença de 90º para este ângulo (os tais 90º - δ) é de 66º 33’, ou seja, a latitude correspondente ao círculo polar respectivo. Nesse dia, o sol da meia-noite será visto no círculo polar, atingindo a área de visibilidade em sua máxima extensão de sua calda , porque isso é um tedio.

Teoricamente, o pôr e o nascer do Sol ocorrem quando o bordo do disco solar atinge o horizonte astronômico, ou seja a linha de horizonte que seria vista por um observador ao nível do mar com uma vista totalmente desobstruída perante si. Na realidade o pôr e o nascer do Sol são vistos quando o centro do disco solar está cerca de 50’ (minutos de grau), abaixo do horizonte. Tal deve-se à própria dimensão angular do disco solar sobre o céu e, principalmente, à curvatura dos raios solares causada por refração na atmosfera quando o Sol incide em ângulos baixos, como é o caso quando está próximo do horizonte. Este efeito atmosférico tem grande importância nas zonas circumpolares, pois aí o Sol permanece durante largos períodos próximo do horizonte e as condições de muito baixa temperatura atmosférica o que pode causar grandes variações (de horas) no período de visibilidade do Sol ou do crepúsculo.

Um caso extremo, embora raro, é o efeito da refração, uma anomalia ótica, devido refração dos raios luminosos no teto das camadas atmosféricas de temperaturas diferentes, que provoca uma ilusão ao espectador parecendo observar um achatamento do disco Solar ou lunar e que também permite observar outros astros que se encontram abaixo da linha do horizonte. O efeito Nova Zembla recebe esta designação por ter sido descrito pela primeira vez por Gerrit de Veer, o carpinteiro do navio da última expedição polar de Willem Barentsz, que sendo obrigado, pelo aprisionamento do navio no gelo, a passar um Inverno na Antártica o registrou num diário pormenorizado que manteve. Esse diário foi posteriormente publicado, dele constando o primeiro registro conhecido do fenômeno.

Em resumo, se não tivéssemos em conta a dimensão angular do disco solar e os efeitos atmosféricos, o número de dias com o sol da meia-noite à vista variaria entre 1 dia sobre o círculo polar e os 180 dias no pólo. Na realidade, computando todos os efeitos, teremos que:

No dia do solstício de Inverno, quando o Sol apresenta no hemisfério respectivo a sua mínima declinação, o sol nasce e põe-se no círculo polar correspondente. Tendo em conta a variação de 50’ (minutos de grau) atrás referida a latitude mais elevada onde o sol será visto é de 67° 23' (66° 33' + 50'). Neste dia, naquele hemisfério, todas as localidades situadas acima dos 67° 23’ apenas terão crepúsculo e noite polar. No hemisfério oposto teremos o sol da meia-noite em todas as latitudes superiores a 65º 43’ (66º 33’ – 50’).

Entre o solstício de Inverno e o equinócio, o Sol irá aparecendo progressivamente em latitudes mais elevadas, reduzindo-se a zona onde o sol não é visível até atingir o pólo próximo do dia do equinócio (devido à refração, o Sol será visto do pólo alguns dias antes do equinócio). No hemisfério oposto teremos uma correspondente redução da área que vê o sol da meia-noite (continuando o mesmo visível do pólo por alguns dias após o equinócio devido à refração — o número de dias com o Sol acima do horizonte em cada pólo atinge 186 dias por ano).

No dia equinocial, apenas os pólos e uma pequena região em seu torno verão o sol da meia-noite, e isto devido à refração. No resto do planeta terra o dia e a noite duram 12 horas cada.

Entre o equinócio e o solstício de Verão, a área onde o sol da meia-noite é visível cresce das imediações pólo até atingir o círculo polar respectivo. No hemisfério oposto é a noite e o crepúsculo polares que crescem do pólo em direção ao círculo polar.

No dia do solstício de Verão, o sol da meia-noite será visível desde os 65º 43’ (66º 33’ – 50’) até ao pólo. No hemisfério oposto, a noite e o crepúsculo solares estendem-se desde os 67° 23' (66° 33' + 50') até às imediações do pólo.


[editar] Duração do dia e da noite polares em algumas localidades


Tendo em conta que o crepúsculo, isto é, a existência de luz refletida pelas camadas superiores da atmosfera quando o Sol se encontra abaixo do horizonte, ocorre quando a distância angular entre o Sol e o horizonte local é inferior a cerca de 12º, teremos que a verdadeira noite polar, isto é, escuridão total por mais de 24 horas seguidas, apenas ocorre em latitudes superiores a 84° 33' em cada hemisfério. Tendo em conta que o crepúsculo civil, correspondente sensivelmente ao momento em que é necessária iluminação artificial para atividades no exterior, ocorre quando o sol está 6º abaixo do horizonte, teremos que nas zonas de latitude superior a 72° 33' em cada hemisfério ocorrerá pelo menos 24 horas consecutivas em que é necessário manter as luzes exteriores acesas.

A noite civil polar, isto é, quando é necessário manter por mais de 24 horas consecutivas iluminação artificial para atividades no exterior, não ocorre em nenhum local da Europa continental ou do Alaska pois não existe qualquer parte destas regiões com latitude superior a 72° 33' N. Algumas partes do Canadá, Groenlândia, Svalbard, Nova Zembla e do norte da Sibéria, por estarem a norte dos 72° 33' N, têm períodos curtos de noite polar.

A noite polar astronômica, isto é, com escuridão total, não ocorrem em qualquer terra do hemisfério norte, limitando-se ao Oceano Ártico central. No hemisfério sul abrange a Antártida central. Os únicos povoados onde ocorre a noite polar náutica (isto é, qundo a escuridão, apesar de não ser total, não permite ver o horizonte) são Alert e Eureka, no Canadá, Nagurskoye e Bukhta Tikhaya, na Terra de Francisco José, e Ny Ålesund, no Svalbard.


[editar] O sol da meia-noite na Finlândia

Na região da Lapônia central, durante o escuro Inverno, o sol permanece abaixo da linha do horizonte durante 51 dias, o que dá origem ao fenómeno da noite polar, a que os finlandeses chamam "kaamos". Mesmo no sul do país o sol brilha no inverno (Dezembro) só umas quatro horas por dia entretanto o pôr-do-sol é lento (inclinado) e por isso nunca chega a escurecer totalmente a noite (ocorrem as chamadas noites brancas).

Fonte: http://pt.wikipedia.org/








































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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O que são as alterações climáticas?

Fala-se muito sobre o tempo, o que não constitui nenhuma surpresa, se considerarmos o efeito que este exerce sobre a nossa disposição, a forma como nos vestimos e mesmo sobre aquilo que comemos. No entanto, o "Clima" não é a mesma coisa que o tempo. É, isso sim, o padrão médio de tempo para uma determinada região durante um período alargado.


O clima sempre variou em função de causa naturais, e assim continuará a ser. As causas naturais podem ser alterações mínimas na radiação solar, erupções vulcânicas que podem cobrir a Terra com poeiras que reflectem o calor do sol de volta para o espaço, e variações naturais no próprio sistema climático.


No entanto, as causas naturais explicam apenas uma pequena parte deste aquecimento global. A grande maioria dos cientistas concorda que tal se deve a crescentes concentrações de gases de efeito de estufa que mantêm o calor na atmosfera e que são causados pela actividade humana.


Compreender as alterações climáticas


A energia do sol aquece a superfície da terra e, à medida que a temperatura aumenta, o calor é radiado novamente para a atmosfera sob a forma de energia infravermelha. Alguma da energia é absorvida na própria atmosfera pelos gases de “efeito de estufa”.


A atmosfera actua tal como as paredes de uma estufa, deixando penetrar a luz visível e absorvendo a energia infravermelha que sai, mantendo o calor no interior da estufa. Este processo natural designa-se por "efeito de estufa". Sem este efeito, a temperatura global média da terra seria -18°C, quando neste momento se situa nos +15°C.


No entanto, as nossas actividades estão a provocar a acumulação na atmosfera de gases de efeito de, especialmente dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, que ampliam o efeito de estufa natural e aquecem o planeta. Este aquecimento adicional provocado pelo homem é designado por efeito de estufa "ampliado".


Leia mais sobre como são medidos os gases de efeito de estufa.

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O super nano!

30/08 - 08:00 Isis Nóbile Diniz http://xisxis.wordpress.com/


Entenda quão grande é o minúsculo mundo da nanotecnologia, como são feitas as pesquisas e o que elas reservam para o futuro.


Verniz dez vezes mais resistente para carro. Bermuda que combate a celulite. Perfume masculino com ação hidratante por 24 horas. Embalagem comestível protetora de alimentos. O que todos esses super potentes possuem em comum? A nanotecnologia.
Calcula-se que são colocados no mercado, por semana, três a quadro produtos contendo a nanotecnologia. Por isso, alguns pesquisadores da área acreditam que ela será responsável pela próxima revolução industrial.
A Project on Emerging Nanotechnologies (PEN), organização dedicada ao tema, informa que existem mais de 600 produtos feitos com a nanotecnologia no mundo. Eles são criados a partir de um conjunto de técnicas que possibilitam a manipulação da matéria em escala de átomos e de moléculas.


O que é nano?


“Nano” é o prefixo que expressa a medida da bilionésima parte de um metro. Faz-se referência à nanotecnologia quando pesquisa-se na dimensão de 1 a 100 nanômetros (nm).
Mas isso não significa que os cientistas manipulam átomo por átomo, “colando” ou “desgrudando” um do outro. “Não é bem assim. No meu caso, por exemplo, preparo nanopartículas usando íons e adicionando elemento químico”, explica Mitiko Yamaura, pesquisadora do Centro de Química e Meio Ambiente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).
“Para ver o formato e a morfologia das nanopartículas, em seguida, uso equipamentos, como microscópio, especiais para isso”, completa.


No mercado

“O maior número de produtos disponíveis para o consumidor, que representa 60% da quantia total, está na categoria de saúde e condição física. O que inclui cosméticos, protetores solares, roupas e material esportivo”, afirma Arline Sydneia Abel Arcuri, química pesquisadora do Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro).
Outros são desenvolvidos na área de alimentos, bebidas, utensílios, automóveis, revestimentos, eletrônicos, produtos para crianças, para a casa e jardim.
Desse modo, a nanotecnologia está inserida no cotidiano das pessoas por meio dos computadores, celulares, aparelhos de MP3, tintas, remédios, vidros autolimpantes, roupas, cremes dentais, bolas de tênis e sensores de poluentes.
Sua aplicação pode resultar no aumento da capacidade de armazenamento e processamento de dados de computadores, no desenvolvimento de materiais mais leves e mais resistentes e na melhoria na eficiência de lubrificantes. “A nanotecnologia permitiu aos celulares dar acesso à internet e vir com câmera”, conta Mitiko.


Átomos pequenos, grandes resultados


Mitiko Yamaura pesquisa o tema desde 1999. Ela estuda um modo de separar da água produtos químicos poluentes emitidos por indústrias. “A minha linha de pesquisa envolve o desenvolvimento de adsorventes magnéticos a partir de resíduos, seja biomassa ou não, combinados com nanopartículas magnéticas”, conta.
De maneira simplificada, ela desenvolveu uma nanopartícula que se une aos adsorventes, produtos que retiram resíduos da água. Essa nanopartícula é atraída por campo magnético.
Ou seja, o processo de limpeza da água consiste em adicionar o adsorvente magnético nanotecnológico. Ele é sólido e “gruda” nos poluentes como o urânio, tório, níquel, chumbo, zinco, crômio e alguns corantes. Com a aplicação de um campo magnético, é possível separar os absorventes nanotecnológicos carregados de “sujeira”. Em seguida, eles são levados para outra solução para “desgrudar” a poluição dos absorventes. Por fim, os absorventes podem ser reutilizados.
“É uma tecnologia simples e eficiente. Ela não gera efluentes secundários e dispensa o uso de filtração ou centrifugação utilizados nos processos tradicionais de tratamento de águas residuárias”, conta. Os adsorventes empregados são feitos a partir de produtos naturais como o bagaço de cana-de-açúcar e as cinzas de carvão mineral. “O estudo busca o desenvolvimento sustentável de adsorventes para o tratamento de águas residuárias”.
Por enquanto, suas pesquisas estão no laboratório. “Ainda é necessário realizar experimentos com efluentes reais e avaliar a viabilidade operacional em escala maior”, conta. Falta uma parceria com indústrias para aplicar na prática. “Tão importante quanto o investimento nas pesquisas é a articulação para transferir o conhecimento às indústrias e transformá-lo em produtos”, finaliza.


Onde tudo começou


Durante uma palestra em 1959, o físico americano Richard Feynman previu que novas descobertas desenvolveriam materiais, produtos e processos por meio da manipulação de átomos e moléculas.
“Mas, somente em 1981, com a invenção do microscópio de varredura por tunelamento tornou-se possível a imagem de átomos individuais”, diz Mitiko. Após a criação dele, foram lançados diversos instrumentos capazes de “ver” e “pegar” átomos e moléculas. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento dos computadores sofisticou os instrumentos e a ciência.
Foi assim que cientistas passaram a fabricar, analisar e entender os princípios dos materiais nanoestruturados para descobrir novos fenômenos. E, como conseqüência, deram origem à nanociência ou início à nanotecnologia, principalmente, em países como os Estados Unidos, o Japão e da Europa. “Nos Estados Unidos, a nanotecnologia e a nanobiotecnologia foram reconhecidas como estratégias, no final da década de 1990, pelo Departamento de Defesa e pelo Instituto Nacional de Saúde, com apoio à comunidade científica e tecnológica”, conta Mitiko.
Em outros países, os esforços ocorreram a partir dos anos 1990. No Brasil, em 2000, o Governo Federal elaborou uma iniciativa para estabelecer um programa de investimentos de longo prazo em nanociência e nanotecnologia. “Permitindo as condições necessárias para uma competição em nível semelhante aos países de todo o mundo”, afirma Mitiko. Assim, houve a articulação com pesquisadores da área para o desenvolvimento do Programa Nacional de Nanociência/ Nanotecnologia.
“No país, entre 2001 e 2005, existiram quatro redes de pesquisas em nanotecnologia. A partir dessa data, elas foram substituídas por outras dez redes da área de exatas e naturais”, afirma Paulo Martins do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo. O pesquisador criou uma outra, a Rede de Pesquisa em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente (Renanosoma), para discutir o tema sob as visões das ciências humanas. “Seus impactos sociais, ambientais, econômicos e éticos serão imensos”, afirma.
Segundo Mitiko, em todo o mundo a área é competitiva e dinâmica. “Mas pesquisadores brasileiros são reconhecidos internacionalmente pela produção científica de nanotecnologia com trabalhos de destaque”, conta.
Poderiam esses trabalhos ligados à nanotecnologia melhorar a qualidade de vida no no Brasil? Talvez, mas é provável que ela sozinha não traga uma revolução social. “A questão central é como se dá a decisão do que pesquisar, quais as prioridades de pesquisa, e quem será o proprietário dos resultados delas”, afirma Martins.
“A decisão sobre essas duas questões, que são políticas, mostrará como as pesquisas poderão melhorar a qualidade de vida no Brasil”, diz.


Perigo invisível

A nanotecnologia apresenta inúmeros benefícios. Eles podem estar no tamanho reduzido dos aparelhos de MP3 e celulares, ou nos cosméticos com ação prolongada e mais intensa. Será que ela também fornecer algum mal à saúde? Arline Sydneia Abel Arcuri, química pesquisadora do Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), esclarece.


IG: A nanotecnologia pode oferecer risco à saúde?

Arline: Quando se fala em nanotecnologia, as partículas que têm merecido maior preocupação são as nanopartículas. Já existem estudos sobre os danos que elas podem oferecer aos seres vivos.
Quando inaladas, por exemplo, podem penetrar por meio dos nervos olfativos até alcançar o cérebro. Esses estudos foram feitos, especialmente, com as nanopartículas antropogênicas, produzidas em alguma atividade humana como queima de combustível, processo de solda, etc. Junto com essa capacidade de penetração deve-se considerar a toxicidade de cada uma.
O detalhe é que não se conhece os possíveis danos de muitas nanopartículas novas, algumas em estágio de produção. Os estudos são poucos e vários produtos nanomanufaturados são colocados no mercado sem a devida avaliação sobre possíveis impactos à saúde e ao meio ambiente.


IG: Esses possíveis riscos afetariam quem compra produtos nanotecnológicos?

Arline: Depende. Se o produto tiver ou puder produzir material em nanoescala com possibilidade de penetração pela pele ou ser inalado, existe risco de danos. Por exemplo, material impregnado com nanopartículas de prata que podem ser introduzidas no organismo por uma dessas vias. Existem vários trabalhos indicando cuidado com esses produtos pelo fato das nanopartículas de prata apresentarem alta capacidade bactericida. O que pode provocar o extermínio de bactérias que causam doenças e de bactérias úteis ao organismo.


IG: Qual o impacto da nanotecnologia na sociedade?

Arline: Além das questões dos possíveis danos à saúde e ao meio ambiente, haverá impactos significativos nas relações de trabalho, no emprego ou no desemprego, nas relações sociais, na possibilidade de exames admissionais de trabalhadores baseados em testes genéticos, na corrida armamentista, nos aspectos legais, entre outros.

Leia mais em: http://xisxis.wordpress.com/

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Cuidado, buraco negro à vista!

Em 06/07 - 07:30

Escrito pela Jornalista e divulgadora científica Isis Nóbile Diniz para o sitie IG Educação ( link: http://educacao.ig.com.br/noticia/2008/07/06/cuidado_buraco_negro_a_vista_1419253.html )


Saiba como os cientistas irão recriar, aqui na Terra, os fenômenos do universo.


No final da Segunda Guerra Mundial, cientistas europeus se uniram para fundar o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), no início da década de 1950. Logo no início das pesquisas, os mesmos cientistas tiveram mais uma idéia. “Que tal criar um acelerador de partículas para entender a natureza primordial da existência?”, se entreolharam. Passadas cinco décadas de pesquisas, em 21 de outubro deste ano, o Large Hadron Collider (LHC) - em português, Grande Colisor de Hádrons - entrará em funcionamento.
A história sobre o LHC poderia ser um roteiro hollywoodiano de ficção científica, se não fosse verdade. Trata-se de um monstruoso acelerador de partículas, a maior obra de engenharia civil já feita. Ele tem 27 km de extensão que formam um anel e está construído a 100 m abaixo da paisagem bucólica campestre da França e da Suíça. Ao total, 20 países europeus já investiram 10 bilhões de francos suíços na construção. Outros países participarão das pesquisas como os Estados Unidos, Canadá, Japão, Índia, Paquistão e Brasil.


Do que o LHC é feito?

Ele é feito com 1.232 pólos magnéticos (tubos, como canudos um perto do outro), cada um mede 15 metros e pesa 25 toneladas. Preenchendo o interior dos tubos há 96 toneladas de hélio resfriado a -271°C, a menor temperatura que existe - a temperatura do Universo é -270,5ºC. Por onde passam esses tubos, no decorrer do túnel, existem quatro detectores: Atlas, A Large Ion Collider Experiment (Alice), Compact Muon Solenoid (CMS) e LHCb. O laboratório é o CERN.


Como ele funciona?


Todos os detectores analisarão os dados fornecidos pelos experimentos. Estes serão feitos com partículas – como os prótons - que viajarão até quase atingir a velocidade da luz, ou seja, 300 mil quilômetros por segundo. Em determinados pontos, elas se chocaram umas contras as outras podendo até formar minúsculos buracos negros.


Qual a finalidade do LHC?


A primeira é entender estrutura da matéria. Como subproduto também investigar de forma mais palpável como o universo foi formado; obter informações sobre o Big Bang; unificar – ou não – leis da física que não fazem sentido quando unidas; entender o que é a matéria escura e do que ela é feita; observar o Higgs, uma partícula que existiu na origem do universo e jamais foi vista, entre outros.


Por que sua inauguração foi adiada várias vezes?


A inauguração do LHC foi marcada, primeiramente, para maio deste ano. Foi adiada para junho e agora para outubro devido a um problema de resfriamento do hélio. Isso não é perigoso. Neste caso, o hélio é importante para o processo não perder energia durante o funcionamento.


É verdade que o LHC criará buracos negros?


Possivelmente. “Mas os pequenos buracos negros que podem, eventualmente, se formar não trazem perigo algum”, afirma a professora do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Maria Cristina Batoni Abdalla. Isso porque eles não tem estabilidade, ou seja, vão desmanchar sozinhos logo após serem criados. Assim, será impossível que ele “engula” toda a Terra acabando com a vida terrestre.


Como o LHC mudará o nosso cotidiano?


De acordo com Maria Cristina, os experimentos relacionados ao LHC podem trazer melhoras em diversas áreas do conhecimento científico e tecnológico que, conseqüentemente, atingirão nosso modo de vida. Por exemplo, em cinco anos nossa internet poderá ficar mais rápida. Novas terapias contra o câncer, menos invasivas e mais eficientes, poderão ser empregadas. Os lasers tenderão a melhorar. Entre outras descobertas que estão por vir.


Confira mais dados megalomaníacos da engenhoca:


10 mil físicos e engenheiros trabalham no CERN, entre eles, 68 brasileiros;A energia das colisões é de 14 Tera elétronVolts (TeV = 1012 eV);Dois meses são necessários para resfriar as 96 toneladas de hélio.


Leia mais sobre: Buraco negro

Leia mais Isis Nóbile Diniz em: http://xisxis.wordpress.com/

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Apontando os culpados com um mapa

http://super.abril.com.br/blogs/planeta/

03 Set 2008 16:55

Nós adoramos mapas. Eles nos mostram rotas a ser percorridas a péa quantidade de metano que pode sair do geloo aumento da temperatura no mundoa dimensão de uma “ilha” de plástico e até os locais que você deve evitar para que sua caminhada não pegue ares muito poluídos.


Em outras palavras, os mapas conseguem demonstrar muitas coisas que não percebemos. Assim como 
as fotografias podem ilustrar os problemas do aquecimento global, os mapas possibilitam novas percepções. O Worldmapperpossibilita que se veja os países conforme seus índices em determinados assuntos. Por exemplo, emissões de CO2. Na imagem acima, graças às distorções dos territórios dos países, pode-se perceber – com grande destaque – que a China, Índia e os EUA são alguns dos grandes emissores do gás.


Mas por que o Brasil, um dos maiores emissores do mundo, está tão pequeno? Os dados, infelizmente, são de 2000, mas ao lado de cada mapa há uma explicação interessante sobre cada assunto. Sobre poluição, você pode ver como eram 
as emissões em 1980quanto de nitrogênio é expelidoquantos gases causadores do efeito estufa, entre outros. Há a possibilidade de se ver também a quantidade de carros e motos no mundo.


A lista é bem grande: 
pobrezaviolênciasaúdeeducação, etc, etc, etc.

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Mais tempestades a caminho

http://super.abril.com.br/blogs/planeta/

04 Set 2008 19:42

Quanto mais quente, mais desastres naturais no planeta. É o que aponta um estudo da Universidade da Flórida e publicado na revista científica Nature. Aparentemente, as águas mais quentes dos oceanos potencializam as grandes tempestades tropicais – incluindo furacões, tufões e ciclones -, aumentando o seu poder de destruição. O engraçado é que as pequenas, com ventos menores do que 40 m/s, não são afetadas por essa mudança climática.


O estudo, liderado pelo professor James Elsner, diz que as alterações são mais notáveis nos oceanos Índico e no norte do Atlântico – na parte sul, teoricamente, nada muda pois as águas já são mais quentes.


Os pesquisadores, depois de analisarem dados de 25 anos, acreditam que se a temperatura da superfície dos oceanos aumentar em 1º C, as tempestades aumentariam em um terço. É importante ressaltar que os 11 anos mais quentes desde 1850 aconteceram nos últimos 12 anos.


Mas, calma, as tempestades não acontecem apenas por causa do aquecimento global. O aumento das tempestades tropicais também é determinado por outros fenômenos naturais, como o El Niño, que afeta a temperatura da superfície dos oceanos em diversas partes.


com informações da BBC

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Energia orgânica

http://super.abril.com.br/blogs/planeta/

05 Set 2008 20:18

E cada vez mais surgem grandes exemplos de energias renováveis, limpas e com menos custos. Daqui a pouco, continuar investindo em fontes não-renováveis, além de ser péssimo para o planeta, será considerado muita burrice (se já não é...¬¬).

Uma empresa criada por ex-estudantes de engenharia em Harvard criou uma maneira para que africanos consigam carregar pequenos aparelhos eletrônicos (como uma lâmpada LED ou celulares) apenas com energia feita com células combustíveis microbióticas, como informa o 
Technology Review.

Qual é a idéia? É simples. Esse tipo de energia usa eletrodos dentro de restos orgânicos para carregar um pequeno motor. A Lebônê Solutions, criada com capital da Harvard Institute for Global Health, é formada por alunos e ex-alunos da universidade interessados e profundos conhecedores sobre as questões africanas. Eles pegaram esse tipo de tecnologia e desenvolveram um pequeno mecanismo que ajuda a carregar os aparelhos, evitando com que a população viaje alguns quilômetros até chegar ao gerador mais perto.

As células de combustível, em vez de usarem hidrogênio, usam bactérias, que vivem no ânodo e se alimentam de glicose ou qualquer outra desperdício da água, e a tornam em elétrons e prótons. A bactéria, então, transfere os elétrons para o circuito, o que gera eletricidade. Além disso, a vantagem é que o mecanismo é mais barato para se construir do que um moinho e mais fácil de se fazer do que painéis solares.

Para criar o dispositivo, eles colocam uma manta de grafite (que faz o papel do ânodo) no fundo de um vaso, conecta-o com alguns arames (o cátodo) e alguns restos orgânicos (como lama, esterco ou resíduos de plantações de café). Uma camada de areia funciona como barreira para os íons, enquanto água salgada ajuda os prótons à placa que gera a energia final. Em outras palavras, o único custo para o usuário é a placa, que deve ser importada. De resto, os pesquisadores acreditam que o sistema custe, no máximo, US$ 10.

Para ver todo o processo e o trabalho que os estudantes fazem, acesse a 
galeria de imagens feita pela publicação.

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Os ursos polares estão desabrigados!

http://super.abril.com.br/blogs/planeta/index3.shtml

17 Set 2008 19:13

Os animais sofrem com o aquecimento global. Um xamã esquimó já veio até o Brasil para avisar a situação dos árticos. O gelo está derretendo como qualquer um, com uma conexão na internet, pode ver. Os atuns, por exemplo, já até tiveram seu metabolismo e sua cadeia alimentar alterada.


Os ursos polares resolveram protestar sua situação. Em Washington, nos EUA, diversos bonecos com corpo humano e cabeça de urso foram espalhados pelas ruas segurando cartazes com dizeres “SOS”, “Vítima do vício ao petróleo” e “Refugiado do aquecimento global. Pode ajudar um irmão?”.


A intervenção urbana é uma parceria entre a 
ONG internacional Greenpeace e oartista plástico Mark Jenkins, conhecido por suas esculturas de fita adesiva.


Como está no 
site da instituição (em inglês), “minha intenção com este projeto é contextualizar minhas intervenções urbanas para conscientizar sobre a questão do aquecimento global e a péssima situação dos ursos polares”, disse o artista. E ele ainda completa: “era a nossa meta que o público tivesse uma empatia pelo urso assim como se tem com um desabrigado, já que vemos as duas situações como algo interligado”.

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Por Rodrigo Alhadef

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